
"Solto numa presença inócua, passando os dias como folhas brancas, ao sabor das brisas de esplanada, e dos tampos verdes macios que as acolhem.
Ao fundo casais de namorados passeiam em jeito de baloiço, alguns em arrufos assemelham-se a pequenos pardais listados, que chilreiam prosas nos parapeitos.
Consegui catalogar e categorizar, as mais diversas vidas a que assisto. Pertenço a uma causa perdida uma casta sem rumo, sem nexo sem porto de abrigo, os outros, ou alguns nasceram para encaixar como peças de um puzzle, felizes pelos contornos, recantos se encontrarem de forma perfeita dentro da imperfeição do desenho que é a sua margem.
Diletante, como li uma vez há muitos anos num livro vermelho, pleno de descrições, de juízos, lições e histórias de amor.
Nunca encontrei a minha, com o tempo percebi também que no conforto dos chavões e lugares comuns, somos apenas hóspedes. Isto porque ambos, são presentes divinos de compreensão para os que nunca necessitarão de compreender o que os rodeia.
Por vezes banalizei o que me foi inerente, ou é, tentando suavizar as acções do acaso.
Mas este, não existe também, e será sempre mais um dos tais chavões, muletas que nos amparam, num caminho pueril em percalços.
Esperar, enfim tornou-se um regente poderoso do meu vocabulário, do meu léxico, mas antecipo mais pontos de viragem, mais tempestades cinzentas com raras aparições do sol.
Temo por mim, pelos meus cada vez mais raros momentos de sanidade, é frustrante manter um raciocínio sem nuvens, claro, límpido quando nada faz sentido, quando o próprio é interpretado por nós.
A lógica só existe na ciência, e os acontecimentos jamais poderão ser matematizados, transformados em equações.
Como manter uma perspectiva definida, quando é apenas um paul onde enterro os pés, onde durmo, acordo, em movimentos mecanizados.
Então, com a calma que sempre me foi indelével, acendo mais um cigarro, fechando os olhos, enquanto exalo o fumo espreitando-o, vidente de um futuro já escrito, por outros, onde tento criar alíneas minhas, genuínas.
Eu, fechado em mim, e assim será até ao fim."
Ao fundo casais de namorados passeiam em jeito de baloiço, alguns em arrufos assemelham-se a pequenos pardais listados, que chilreiam prosas nos parapeitos.
Consegui catalogar e categorizar, as mais diversas vidas a que assisto. Pertenço a uma causa perdida uma casta sem rumo, sem nexo sem porto de abrigo, os outros, ou alguns nasceram para encaixar como peças de um puzzle, felizes pelos contornos, recantos se encontrarem de forma perfeita dentro da imperfeição do desenho que é a sua margem.
Diletante, como li uma vez há muitos anos num livro vermelho, pleno de descrições, de juízos, lições e histórias de amor.
Nunca encontrei a minha, com o tempo percebi também que no conforto dos chavões e lugares comuns, somos apenas hóspedes. Isto porque ambos, são presentes divinos de compreensão para os que nunca necessitarão de compreender o que os rodeia.
Por vezes banalizei o que me foi inerente, ou é, tentando suavizar as acções do acaso.
Mas este, não existe também, e será sempre mais um dos tais chavões, muletas que nos amparam, num caminho pueril em percalços.
Esperar, enfim tornou-se um regente poderoso do meu vocabulário, do meu léxico, mas antecipo mais pontos de viragem, mais tempestades cinzentas com raras aparições do sol.
Temo por mim, pelos meus cada vez mais raros momentos de sanidade, é frustrante manter um raciocínio sem nuvens, claro, límpido quando nada faz sentido, quando o próprio é interpretado por nós.
A lógica só existe na ciência, e os acontecimentos jamais poderão ser matematizados, transformados em equações.
Como manter uma perspectiva definida, quando é apenas um paul onde enterro os pés, onde durmo, acordo, em movimentos mecanizados.
Então, com a calma que sempre me foi indelével, acendo mais um cigarro, fechando os olhos, enquanto exalo o fumo espreitando-o, vidente de um futuro já escrito, por outros, onde tento criar alíneas minhas, genuínas.
Eu, fechado em mim, e assim será até ao fim."

3 comments:
Fumar faz mal =P
Beijinhu
Sim, vai-te entretendo com outras coisas que não o tabaco, enquanto esperas. :)
De facto a rotina e a espera fecham-nos numa redoma intransponível e indestrutível. O pior é que quando queremos sair, já não conseguimos, tal é o hábito...
Beijinho
A grande vantagem é que não fumo eheheheheh
é apenas escrita!!!!
*
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